Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

Liberdade Total

Um dia depois do lançamento ao público, da primeira aplicação, que permite o desbloqueio do iPhone, eis que surge a segunda aplicação, gratuita e open-source.

Como sabem, surgiram duas equipas de desenvolvimento que anunciaram também com um dia de diferença, que tinham entre mãos, aplicações que permitiam desbloquear o gadget mais desejado do momento, o iPhone.

Nos dias que se seguiram, as questões surgiram de todas as direcções. Quanto custará? Será legal? Será anti-updates?

Aí estão as respostas...

Ontem, os rapazes da iPhoneSIMfree.com, anunciaram o lançamento ao público do seu software com um custo de 99 dólares e sem garantia que o desbloqueio se mantenha após um futuro update do firmaware do iPhone.

Free iPhone

Hoje mesmo, ou melhor, na madrugada passada, foi a outra equipa que se chegou à frente. No entanto, o software é gratuito e open-source, ou seja, é de prever nos próximos dias, o lançamento de novas aplicações, completamente user-friendly para o utilizador comum. Embora o processo desta segunda aplicação não me pareça tão simples, em comparação com o primeiro, o facto de ser gratuito, valerá bem o esforço, bastará fazer uma leitura atenta dos detalhados tutoriais que foram criados.

Free iPhone

Esta nova aplicação for ser encontrada em www.freeiphoneunlock.com.

Em relação a este segundo software, acredito, tal como no primeiro, que não exista nenhuma garantia que o software seja anti-update.

Quanto à legalidade, segundo uma norma recente, nos EUA, é perfeitamente legal desbloquear telemóveis, para assegurar que o consumidor pode ter opção de escolha. Neste caso existem outras questões. No primeiro caso, existem entidades ou empresas a lucrar com este processo. Por outro lado, a Apple ou a AT&T, podem reclamar para o facto do seu software estar a ser alterado por terceiros.

No segundo caso, o software é gratuito e open-source, logo, não existe um retorno directo para a equipa que desenvolveu o projecto. De qualquer forma, mantém-se a questão da alteração do software por terceiros.

Vamos esperar que haja alguma reacção jurídica, mas tendo em conta que este último software é open-source, podemos dizer que existe luz verde para começar um processo que não será possível parar e a partir de agora, um número considerável de aplicações pode começar a aparecer.

Há quem argumente que a Apple também sai prejudicada, porque neste negócio com as operadoras, a Apple tem exigido contrapartidas a longo prazo, nos serviços utilizados através do iPhone. Como falamos de uma permanência de 2 anos, parece-me que a Apple teria feito cálculos fazendo uma previsão de ganhos obtidos através dos serviços móveis. No entanto, com esta loucura com o desbloqueio do iPhone, algo me diz que a Apple vai conseguir compensar com as vendas iPhones aquilo que não vai ganhar com os serviços.

Nunca, como agora, a Apple esteve tão exposta e já não consegue ser a empresa "fechada" que era. Maior sucesso, mais utilizadores, mais atenção dos media e as fragilidades começam a surgir. No entanto, acho que a Apple (ao contrário da Microsoft), consegue jogar com todos os factores, para que consiga ganhar e lucrar, em todos os cenários.

Vamos pegar no exemplo concreto do iPhone. A Apple optou por contratos de exclusividade com as operadoras móveis. Com estes acordos, a Apple terá contrapartidas nos serviços embutidos no iPhone. No caso americano, será por 2 anos. Sendo o iPhone, um produto com um hype e um buzz tão grande, a AT&T, acabaria por ganhar novos clientes e reforçar a sua posição no mercado e será sempre esta a linha de raciocínio das operadoras que ficarão com a exclusividade do iPhone. No entanto, a Apple, poucos dias antes do anúncio do primeiro software desbloqueador, já andavam nas bocas do mundo, os processos "TurboSIM" e da "Soldura", a Apple lançou um update para o iPhone, que disponibilizava, por exemplo, os menus de configuração de rede, até aí, perfeitamente ocultos. A partir desse momento, o iPhone, com um cartão SIM de outra rede, podia ser configurado para outras redes, com um menu próprio. Pergunto se esta alteração por parte da Apple, terá sido inocente?

Naturalmente a Apple, vai ter contrapartidas de todas as direcções, uma vez que vai continuar a receber as contrapartidas daqueles que já eram clientes da "operadora exclusiva", mas terá um incremento nas vendas, para os clientes de outras operadoras, vendas que não estariam inicialmente previstas e desta forma, a Apple sairá sempre por cima em todo este processo.

Quanto ao futuro. Bom, parece-me que terão que ser as operadoras que pretendem a exclusividade a reagir, uma vez que são elas que vão ter perdas com toda esta loucura para desbloquear o iPhone, porque a partir de hoje, o impacto da entrada do iPhone em novos mercados será nenhum, porque na Europa, não existe o mesmo tipo de loucura à volta destes gadgets, à partida já sabemos que o iPhone pode ser desbloqueado, logo, a expectativa das operadoras pode não corresponder à realidade.

No meu caso, por exemplo. Sou cliente Vodafone, antigo cliente TMN. Vamos imaginar que os rumores se confirmam e a TMN será de facto a Operadora iPhone. Acham que eu vou mudar? Claro que não. Mas tendo em conta, as aplicações que já existem para desbloquear o iPhone, não terei nenhum problema em comprar o iPhone e desbloqueá-lo logo em seguida. Até porque existe outro factor no caso português. Os cartões pré-pagos. Ao desbloquear um iPhone, não terei que cumprir o contrato de 24 meses de um serviço pós-pago e poderei usar livremente um meu cartão pré-pago.

Ou seja, ao desbloquear um iPhone, o utilizador terá liberdade total para escolher a operadora e o tarifário, seja ele, pós-pago ou pré-pago.

Entretanto, uma equipa do site 9 to 5 Mac - Apple Intelligence, tem, neste momento, em marcha o processo definitivo para libertar o iPhone. O plano passa por enviar um iPhone para França, passar por todos os processo de desbloqueio conhecidos para a Activação e Bloqueio de Rede e testar dois cartões SIM, um da Vodafone UK e outro da Orange France, cada um deles com planos de preços diferentes. Assim que existir algum feedback, estejam atentos ao blog.

Com isto tudo, ainda me falta mexer num iPhone...

publicado por Phil às 11:24
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1 comentário:
De Madril a 12 de Setembro de 2007 às 11:39
O único comentário que tenho ao teu texto é só um. O de desbloquear o telemovel e ir para outra rede. Os tarifários especiais do iPhone têm o tráfego EDGE (no caso europeu espera-se HDSPA) ilimitado.

Sinceramente não conheço nenhuma oferta da rede portuguesa com tráfego 3G ilimitado.

A Apple para mim escolheu a AT&T porque era a que dava a melhor oferta aos clientes em termos de tráfego EDGE, que é o que usam mais os clientes do iPhone.

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